Subi a ladeira inclinada em açucenas.
Busquei o sorriso calmo das gralhas
moscovitas em conventos de mel.
Galguei a torre do sino e, finalmente,
beijei a deusa menina, rendada bailarina.
Caminhei na poeira vermelha de minha cidade,
trás dos montes imaginários da infância.
Serenatas de cordas e sopros fizemos
em noite sem estrelas de corujas gordas.
Ah as pedras limadas do rio Tol.
O fogo quente das fogueiras medievais.
Nos celeiros de feno seco como a pele
das velhas bruxas pecaminosas de Hur.
© Copyright 2005-2012, Carlos Zarur. Direitos autorais reservados.