Solte a voz numa imensidão de platôs longínquos
Ressoe seus gritos entre as colinas coloridas de Tegucigalpa
Vá além! Bem além dos brancos montes gelados
Reverbere a alma contra os penedos nus
Nos planaltos poeirentos e desolados da infância
Ouça os ecos perdidos nos magros desfiladeiros
Desenhe na imensidão tortuosos rios de águas cristalinas
Suas praias de rastros desérticos e areias finas
Tateie devagar as ondulantes e imaginárias enguias
Volte atrás à infância daninha e vazia de amores
Aos lúgubres e distantes vales imaginários
Irmãos dos picos nevados habitados pelos condores
Caminhe pelas trilhas na direção do sol vermelho
Com o rosto rubro e os olhos negros cansados
Leve seus passos andrajosos na direção das colinas de Tegucigalpa.
© Copyright 2005-2012, Carlos Zarur. Direitos autorais reservados.