A tocha olímpica nunca foi tão desmoralizada, pois o seu simbolismo passa, preponderantemente, pela liberdade.
No momento em que as olimpíadas se preparam para ocorrer na China, nos perguntamos como um país tão fechado e que atenta costumeiramente contra os direitos humanos pode sediar o evento?
A resposta é óbvia. Há tantos interesses econômicos envolvidos no relacionamento com a China pelos países ocidentais, que nenhum mandatário internacional tem coragem de protestar de verdade. Por exemplo: não enviando seus atletas para competir. No máximo alguns líderes europeus anunciaram que não estarão presentes nas festividades de abertura.
Creio, no entanto, que as críticas sobre a realização das Olimpíadas na China, por causa da violenta ocupação do Tibete, devem se estender aos Estados Unidos, em virtude da guerra do Iraque que já matou mais de 60 mil civis.
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